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Taxa mínima por entrega, proposta pelo governo, vai fazer 67% dos consumidores reduzirem pedidos, segundo pesquisa

Pesquisa mostra que um eventual aumento de preços no delivery faria com que 67% dos usuários das plataformas reduzissem a quantidade de pedidos e quase 15% deixassem de usar o serviço. A possibilidade de aumento dos preços está em evidência no mercado de plataformas, com a proposta de taxa mínima para entregas feitas por aplicativos em discussão na Câmara dos Deputados.  

O estudo feito pelo Pinion, encomendado pelo iFood em fevereiro de 2026, indica que apenas 13,5% dos consumidores manteriam a frequência de consumo caso os pedidos encareçam. O estudo também revela que o consumidor brasileiro já chegou ao limite de gastos com delivery: 56,4% dos que desistiram de finalizar uma compra apontam o preço, incluindo a taxa de entrega, como principal motivo. Uma eventual regulamentação, segundo a simulação, provocaria retração drástica no setor, afetando negativamente 81,6% dos consumidores.

O impacto seria mais forte entre consumidores da classe C, segundo a pesquisa, com risco de tornar o delivery um serviço elitizado: cerca de um terço deles deixaria de pedir delivery se o serviço ficasse mais caro. Quase 20%, que hoje não pagam taxa de entrega, passariam a pagar sob a nova proposta em discussão.

O aumento do valor dos pedidos via aplicativo não se traduz em maior renda para o entregador, mas pode gerar ociosidade e perda de postos de trabalho digitais. A cidade  de Seattle, nos EUA, testou tabelamento no delivery. O resultado foi uma diminuição de 68% nos pedidos, restaurantes perderam 40% das vendas e 30% dos entregadores desistiram do trabalho.

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