As marcas regionais ganharam espaço como estratégia de diferenciação no varejo alimentar. Ao apostar em produtos locais, supermercados ampliam o sortimento, aumentam o giro das categorias e fortalecem a conexão com o consumidor, que reconhece nesses itens identidade, tradição e proximidade com a comunidade.
Estratégia de diferenciação no varejo
Na Coop, as marcas regionais integram a estratégia de portfólio e reforçam a relevância local da rede, alinhadas à vocação cooperativista. “As marcas regionais carregam identidade, tradição e uma conexão genuína com o consumidor. Para uma cooperativa, essa proximidade é natural”, afirma Andrea Pinto, diretora comercial.
Segundo a executiva, muitos desses fornecedores operam com abordagem comercial competitiva, o que contribui para a democratização do consumo e melhora o giro — fator central para a eficiência do varejo, onde o resultado está diretamente ligado à velocidade de venda e à assertividade do sortimento.
Sortimento exclusivo e vínculo com o consumidor
Além do desempenho comercial, as marcas regionais ampliam a identificação do público com a loja. “Elas reforçam a sensação de pertencimento e permitem trabalhar sortimentos exclusivos, muitas vezes indisponíveis em grandes redes nacionais”, diz Andrea. O resultado é maior percepção de frescor, autenticidade e produção local, além do estímulo ao desenvolvimento regional.
Para garantir consistência no PDV, a Coop adota um processo estruturado de avaliação, que inclui regularização por categoria, capacidade produtiva, abastecimento contínuo, competitividade comercial, eficiência logística e aderência ao posicionamento estratégico da rede.
Entre as marcas presentes nas gôndolas estão Marpa (Sorocaba), refrigerante Rossi (Tatuí), Café Jaguari (Sorocaba), Café Morro Grande (Piracicaba), Vencedor (arroz e feijão, Sorocaba) e arroz Saboroso (São José). “Elas ajudam a Coop a se diferenciar não apenas por preço, mas por relevância cultural”, resume a diretora.
Valorização do local como compromisso
O Supermercados BH também prioriza marcas regionais. “Elas fazem parte da cultura e dos hábitos de consumo de mineiros e capixabas. Nosso modelo comercial valoriza a proximidade com a comunidade”, afirma Bruno de Oliveira, diretor comercial.
Para a rede, fortalecer fornecedores locais é também um compromisso social. “Ao impulsionar negócios regionais, contribuímos para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico”, diz o executivo.
Critérios claros para fornecedores regionais
Para integrar o mix do Supermercados BH, as marcas regionais devem atender a critérios como qualidade do produto, regularidade fiscal e sanitária, capacidade de abastecimento, competitividade comercial e segurança alimentar, além de adequação ao mix de cada região.
Segundo Oliveira, o ganho é compartilhado. “O supermercado amplia o sortimento com produtos alinhados ao paladar local e se diferencia. O consumidor encontra proximidade e confiança. E a economia regional se fortalece com empregos e crescimento industrial.”
Em síntese, as marcas regionais deixaram de ser apenas um complemento do mix para se tornarem um pilar de diferenciação, eficiência operacional e conexão com o consumidor no varejo alimentar brasileiro.


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